Soneto Lascivo I


De gatas, gritos a noite ecoa.
Espalho esperma na tua pele fria.
Fêmea frívola, faço-te miar,
fremindo no falo tua agonia

Se com rimas te brindo a pele nua,
de amor não engendres fantasias,
basta-me a carne fresca que possuís;
sentimentos causam-me alergia.

Tuas lágrimas secarão, o vento, à próxima rajada,
outro te terá em nova madrugada,
quando esta noite será página virada.

Mais vale outra trepada, que essa conversa fiada,
pois, gozar é poesia ativa,
escrevê-la, vê-se, é só piada.


| Anterior | Índice | Próximo |

© Fred Matos
fredmatos@uol.com.br
http://sites.uol.com.br/cfmmatos