"Leve-me daqui a carne humana"

Leve-me daqui a carne humana
Que o espírito é sublime
Enterre-me vivo em caixão de vidro
Para que eu os veja jogar sobre mim
A terra tão querida e desgraçada em vida.
Palmas para o meu enterro
Que terá discurso estrangeiro
Onde fui aclamado embaixador
Da arte imortal
Morta pelas minhas mãos
Hospitalizadas em minhas palavras
Humanizadas em minha loucura
Atire-me em cova bem funda
Não me deixe voltar
Voarei pro céu
Expulsarão-me
Jogarão-me no inferno
Coitado do demônio


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© Renato Aydes de Almeida Jr. - 14/07/1999
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