A Volta Tliunfal do Chinês Feliz



Olá calos amigos! Como dilia Paul Rabbit, "Olhai os lírios do campo"... (look at the camp flowers!)

Lao Tsé Tsé, seu gentil servo, volta de seu retiro espiritual no Taiti (honolável casa  de tolelância e massagem em cima de humilde lavanderia, onde moças olientais besuntadas de óleo saglado descem santificado collimão fazendo blé-blé-blé), e tlaz pala vocês mensagens de otimismo, mensagens de fé, de caridade, de bondade e de desapego a bens mateliais... Em outras palavras, calíssimos; alguém me empresta um troco, pois honlado chinês está sem clédito (pago antes do sol nascente do alvolecer de uma nova era de esperança e tai chi chuan pala todos os espilitos elevados...) ???

Hora do conto oriental...

Era uma vez Chinês sábio e charmoso, chamado Lao Tsé Tsé (coincidência, coincidência...) que um dia viu rouxinol humilde cantando bela e singular canção em resplandecente muro de concreto... daí, com toda sua sábia sabedoria, tacou uma pedra em rouxinol, que estava cantando mais alto que radinho de pilha made in Taiwan de honorável chinesinho consumista!

O deus dos rouxinóis olhou com tristeza para Lao Tsé Tsé e disse em abençoadas palavras: - Aí o China, tu tá ficando meio folgado, certo? Tu num é monge mas vai acabar eunuco, certo? Aí paquito, tu tá na minha área, então se liga e sai ventando daqui senão tu vira comida de dragão no cio, correto?...

O serelepe chinesinho, que não era besta nem nada, deu um sorriso amarelo  (literalmente) e saiu fora, antes que templo caísse pro seu lado, e ganhasse gentil bordoada nos cornos, sem olhar pra onde ia... Perdido nas intermináveis ruelas da honorável cidade (que, como seus habitantes, eram todas iguais), com seu rico comercio de lavanderias, pastelarias e cursos básicos de feng-shui em oito lições, avistou, após algum tempo, um pagode que lhe pareceu muito familiar... Lá era anunciado um churrasco de saborosos cães pequinês (a cidade, correm os boatos, era Pequim).

Lá chegando, soavam em seus ouvidos músicas de variados tons, executadas em  harmoniosas rimas, juntando "pimpolho" com "olho" e outras coisas espirituosas, a festa no Pagode crescia a olhos vistos, mas nada de chegar em tal local ou do saboroso churrasco canino aparecer... Era perguntado a todo momento ao ancião gago, dono do local, sobre o honorável rango, e ele falava, ele dizia, "qui qui qui-güenta aí", que significa, em cantolês, que ia demorar pra caralho, e que era pra não encherem seu santificado saco...

A festa acabou, o churrasco também, o chinesinho não se empanturrou de carne nem comeu ninguém. Em compensação, pagou a conta.


Morais:

1) Desconfie de qualquer povo com sabedoria milenar que se diz admirador de bons hábitos alimentares, mas que come cachorro e, principalmente, pastel de palmito;

2) Desconfie de um povo que diz ter uma sabedoria milenar na arte da cura, mas que fica te espetando uns trecos bizarros na pele;

3) Desconfie de um povo que só sabe lavar roupa e fritar pastel (não  necessariamente nessa ordem) como profissão;

4) Confie em Chinês Feliz, que ele te paga na plóxima radiante segunda-feila, sem falta, sendo, além disso, muito mau karma desconfiar de pessoa tão justa;

5) Nada mais feng-shui do que um motel, que tem espelho no teto e uma cama redonda, não ficando nada nos cantos, e deixando fluir aquela energia que rola quando dois honoráveis corpos besuntados de óleo se encontram entre membros intumescidos, aquela loucura... 

6) E como diria PAUL RABBIT, escritor de "The alchimist", "The Mage Diary" e "Lucrando com bobagens metafísicas":

 

      "A nível de universo enquanto pessoa, a relatividade cambial é um fato num universo em eterna mutação. Yin e Yang se confundem em eterna ralação cósmica de corpos kármicos suados mergulhados em apoteose apocalíptica, com movimentos viris e frenéticos até o clímax cósmico". (Paul Rabbit também escreve poemas pornográficos.)




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© Pedro Vitiello
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